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26 de abril de 2017

Eletrônica Sustentável

Para utilizarmos uma tecnologia criada numa sociedade consumista numa comunidade auto-sustentável precisamos adaptá-la. A eletrônica foi desenvolvida dentro da idéia de que é normal as coisas virarem lixo com o tempo e normal utilizar produtos químicos perigosos ao meio ambiente.

Pretendo apresentar neste texto uma outra forma de usar a eletrônica. Uma forma mais sustentável e livre. Pois o sistema “compra -> uso -> descarte” nos mantem numa eterna dependência e numa eterna produção de lixo. Eu proponho alternativamente o sistema “compra/extração -> uso, reuso,… -> novo uso”.

Considerações Iniciais

Em primeiro lugar, cada comunidade conscientemente decide se irá ou não desenvolver a eletrônica. Optar por este desenvolvimento representa um conjunto próprio de vantagens e desvantagens. De modo mais preciso, pode-se decidir por aplicar a eletrônica apenas em casos específicos. Vale lembrar que durante milênios todas as comunidades humanas sobreviveram sem desenvolver a eletrônica. Portanto esse desenvolvimento é dispensável. Provalmente seja indispensável para o desenvolvimento de colonias humanas extraterrestres. Desafio os leitores do blog a me citarem uma solução que depende da eletronica e não pode ser resolvida de outro modo.

Como tornar mais sustentável o uso da eletrônica

– Produza a eletricidade na comunidade.

Use fontes sustentáveis como biomassa, ventos, Sol, rios usando mini-hidrelétricas. Não produzir a própria eletricidade é uma falha bem séria de auto-sustentabilidade, visto que ela é consumível.

– Manter a documentação mais utilizada em versão impressa.

O armazenamento digital permite que um grande volume de informações num pequeno espaço de tempo. Porém, exige energia elétrica em cada consulta e equipamentos sofisticados para a armazenagem. Sendo assim, manter a documentação em versão impressa é mais sustentável.

– Montagem:

A técnica de montagem faz toda a diferença para termos uma eletrônica mais sustentável. Sugiro abandonar na medida do possível as montagens em placas de circuito impresso. E abandonar as montagens tipo besouro morto. Alternativamente preferir montar com matrizes de contatos (protoboards).

Protoboards podem ser reaproveitadas centenas de vezes, dispensam gastos de estanho, eletricidade, uso de produtos nocivos usados na confecção das placas, evitam o superaquecimento dos componentes e permitem a rápida substituição de componentes.

– Construir protoboards de diferentes tamanhos.

Matrizes de contatos podem ser muito caras e as vezes é difícil encontar em tamanho reduzido.

 

Fonte: Adrian Rupp

PLACAS ELETRÔNICAS
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