Depois de mais de uma década de monitoramento do empreendedorismo no Brasil, a pesquisa GEM nos mostra que este tema continua como um dos mais relevantes no cenário econômico e social do nosso país.
Segundo a pesquisa, em 2015, atingimos a maior taxa de empreendedorismo da série histórica. Em cada dez brasileiros, entre 18 e 64 anos, quase quatro possuem um negócio ou realizaram alguma ação, no último ano, visando criar um negócio. Atingimos também outros dois recordes de toda a série histórica da pesquisa realizada no país: a maior Taxa de Empreendedores Iniciais; e a maior Taxa de Empreendedores Estabelecidos.
Além disso, ter o próprio negócio é o quarto principal sonho dos brasileiros, atrás apenas do sonho de viajar pelo Brasil, comprar a casa própria e comprar um automóvel, revela o GEM.
Nos últimos anos, a qualidade do empreendedorismo brasileiro melhorou muito e esses avanços são refletidos dos dados do GEM. O amplo acesso às informações sobre negócios, o papel das organizações de apoio na capacitação, políticas públicas adotadas nos últimos anos, tais como os aprimoramentos do Simples e a criação do Microempreendedor Individual (MEI), são algumas das conquistas que explicam isso.
O empreendedorismo é uma alternativa dos brasileiros para contornar as dificuldades do momento econômico. Por exemplo, em 2015, aumentou a taxa de novos empreendedores por necessidade. Vale observar que nos períodos de bonança, os pequenos negócios se destacam pela cria- ção acelerada de novos empreendimentos. E, no período de crise, os pequenos negó- cios funcionam como um importante alternativa, já que, para mais pessoas, abrir seu próprio negócio se torna uma opção real de trabalho e renda.
Assim, aumenta a responsabilidade do Sebrae, instituição que trabalha há mais de 40 anos pelo fomento ao empreendedorismo no Brasil e desenvolvimento das micro e pequenas empresas, em promover a criação de um ambiente favorável aos novos empreendimentos.
Desburocratizar a abertura e o fechamento das empresas e a criação de linhas de crédito a juros acessíveis para os empresários são prioridades nesse processo de amadurecimento do empreendedorismo nacional. Temos que reduzir a complexidade da legislação brasileira, ampliar a difusão da educação empreendedora, nos níveis básico, fundamental e técnico nas instituições de ensino.
Precisamos facilitar a vida de quem empreende e quer empreender. Quanto mais crédito e menos tempo o empresário perde com entraves burocráticos, mais ele pode se dedicar ao seu negócio, o que gera mais empregos e bem estar na sociedade.
Veja o artigo em: http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/4826171de33895ae2aa12cafe998c0a5/$File/7347.pdf
